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Um estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (APOGEN) revela que o preço da maioria dos medicamentos genéricos é inferior ao preço médio praticado pelos países de referência, (Espanha, França, Itália e Grécia).
As conclusões preliminares deste estudo foram divulgadas durante um simpósio, que decorreu no dia 21 de Março, no âmbito do 26º Encontro Nacional de Clínica Geral, organizado pela Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG).
Paulo Lilaia, presidente da APOGEN, revela que o estudo encomendado a uma consultora independente, «mostra que, em média, todos os países de referência apresentam valores mais elevados em termos do preço médio unitário das moléculas analisadas» e acrescenta que «o país de referência que apresenta um valor médio mais elevado para o preço das moléculas dos medicamentos genéricos é Espanha».
Apesar da quota de mercado dos medicamentos genéricos ter vindo a subir nos últimos anos, Portugal ainda está muito longe do valor e do volume de vendas registados noutros países da União Europeia. Isto apesar de Portugal ser um dos países mais pobres da Europa e ter também das mais baixas pensões de reforma.
O presidente do INFARMED, Vasco Maria de Jesus, um dos convidados do simpósio, defende «a necessidade de criar instrumentos de apoio (informação) à prescrição», nomeadamente, «mecanismos que penalizem financeiramente a prescrição/compra de medicamentos com preço acima do preço de Referência». O responsável considera ainda que «é preciso alterar o comportamento de médicos e utentes, de forma a que sejam prescritos e consumidos mais medicamentos genéricos, permitindo ao utente e ao Serviço Nacional de Saúde importantes poupanças».
Numa altura em que Portugal e o mundo enfrentam uma das piores crises económico-financeiras de que há memória, os últimos dados da Industria Farmacêutica nacional mostram que a venda de medicamentos está a cair desde o início do ano por causa da redução do poder de compra.
Paulo Lilaia sublinha que «apesar das poupanças de milhões de euros que os medicamentos genéricos geram quer para o Estado quer para os utentes, a sua utilização ainda está muito abaixo do seu potencial e é por isso que os médicos têm de aumentar a prescrição de medicamentos genéricos».
In www.netfarma.pt, 23 de Março de 2009
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